Marcelo Olímpio está de volta ao Governo do Estado, agora como subsecretário das Cidades

Marcelo Olímpio Carneiro Tavares foi nomeado no último dia 10 como novo subsecretário estadual de Desenvolvimento Urbano da Secretaria das Cidades e do Desenvolvimento Urbano. Para quem não se lembra 

Olímpio era subsecretário da Fazenda quando o então titular da pasta Dorival Roriz faleceu em 31 de janeiro de 2009, sendo empossado como secretário dez dias depois pelo então governador Marcelo Miranda. Olímpio, que foi considerado um técnico dos mais competentes, após a cassação de Miranda, acabou sendo mantido como secretário da Fazenda no governo de Carlos Henrique Gaguim.

Falei a pouco com Marcelo Olímpio que disse-me que seu retorno a administração pública estadual atende convite do secretário das 

Cidades, deputado estadual Sandoval Cardoso (PMDB). O novo subsecretário disse está muito animado com os novos desafios e sintonizado com os projetos que estarão sob o comando de Sandoval Cardoso. Ele lembrou que vários projetos dependentes de recursos de outras fontes, principalmente da União, estão bastante avançados como o caso do Pró-Transporte que pode significar um aporte de investimentos da ordem de R$ 300 milhões no Estado. Citou ainda os projetos Cidade Verde, o de regularização fundiária dos municípios e definição dos planos diretores como outros desafios de suma importância.

Marcelo Olímpio substitui José dos Santos Guimarães (foto), de Araguaína, que ocupava o cargo desde os tempos em que Ronaldo Dimas (PR) era o titular da pasta. Guimarães diz que pretende continuar contribuindo com o Governo do Estado e que deixou a função em comum acordo com o secretário Sandoval Cardoso, e que aguarda agora a convocação do governador Siqueira Campos para outros desafios que ele julgue como necessários e adequados ao seu perfil de gestor.

No início deste quarto governo de Siqueira Campos Olímpio foi protagonista numa contenda com o governo do estado e o secretário que assumira naquele momento, Sandro Rogério Ferreira, que havia impetrado mandato de segurança para suspender o pagamento de R$ 100 milhões aos fornecedores do Estado que teriam sido autorizados no penúltimo dia do governo de Gaguim. Marcelo Olímpio era o secretário de Gaguim a autorizar os pagamentos e veio a publico contestar o bloqueio solicitado pelo governador Siqueira Campos (PSDB) explicando que se tratava de recurso do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES – vinculado e direcionado para o pagamento das contas. Após a análise dos contratos o novo governo acabou liberando os pagamentos aos poucos, começando por contas menores de até R$ 50 mil reais.

Com a nomeação de Marcelo Olímpio, é o terceiro nome de um gestor de peso da administração de Marcelo Miranda que o governo do Estado convoca para reforçar seu time nos últimos dias. Primeiro foi Valquíria Rezende, ex-presidente da Fundação Cultural do Estado e ex-Secretária do Trabalho de Ação Social, que assumiu assessoria especial junto à secretaria do Planejamento e da Modernização da Gestão Pública. 

Depois foi o médico Paulo Faria, que apesar de não ser considerado de 1º escalão foi um gestor de destaque e reconhecimento público à frente do Hospital Geral de Palmas nas administrações de Marcelo Miranda e Gaguim, agora chamado para tentar colocar ordem na casa.

Por um lado as movimentações geram um ciúme crescente nas bases da União do Tocantins. Conversei com dois ex-prefeitos muito ligados a Siqueira Campos nesta semana, um deles vai tentar retomar a administração municipal do seu município nas eleições deste ano após breve passagem pelo Governo. Ambos foram categóricos em dizer: “Ganhamos as eleições, mas não levamos. Temos políticos e técnicos competentes também que são nossos companheiros para ocupar importantes postos no Governo e dia após dia estamos vendo os adversários do passado que pisavam com gosto na gente, sendo nomeados”, disse-me um deles que pediu que seu nome não fosse revelado.

Por outro lado, incorporar na máquina pública gente com experiência administrativa, conhecimento técnico e capacidade de colocar os projetos para funcionar com agilidade, passando por cima de picuinhas de cunho político-partidário, podem dar ao Governo uma dinâmica que já está se tornando urgente. É esperar mais alguns dias pra ver se as apostas foram acertadas.

Eu sou Melck Aquino, e essa é a minha opinião.

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