Onde está o nome?

O que anda ocorrendo no quintal político do prefeito Raul Filho? Conhecido por sua grande capacidade de aglutinação e articulação, já elogiada diversas vezes neste blog, o prefeito Raul Filho parece ter perdido o “time” (inglês), o momentum (latim), a hora certa (em bom português). Na manhã de 07 de fevereiro passado, em entrevista ao Blog do Melck, o prefeito informava que o nome apoiado por “seu grupo” para concorrer à prefeitura da Capital seria conhecido até o final do mês. Naquele mesmo dia, Raul voltaria a falar sobre o assunto, desta vez ao site da amiga Roberta Tum, e jogando um pouquinho mais pra frente diria que o nome seria conhecido nos primeiros dias de março.

De lá pra cá o que se assistiu foi um racha no PSB dos seus aliados de sempre Walderlei Barbosa e Alan Barbiero, declarações de Edna Agnolin (PDT) que nas entrelinhas deixava vazar a ideia de que ela poderia ser candidata até mesmo sem o apoio de Raul, o pipocar como milho na panela quente de pré-candidatos no seio do PT, uma desconfiança do deputado Eli Borges (PMDB) de que o prefeito já teria fechado um acordo com João Ribeiro (PR), e um crescimento do nome de Luana Ribeiro, mas num vôo quase solo do seu PR, no máximo somado a pequenos partidos que hoje lhe dão apoio.

E já partindo para o final do mês de março fica a pergunta no ar: onde está o pré-candidato merecedor do apoio do prefeito Raul Filho na disputa de 2012 para a Prefeitura de Palmas? Se tudo correr bem em muito breve o prefeito começa um programa ousado de pavimentação asfáltica da capital, e terminado o período de chuvas as obras de macrodrenagem devem acelerar. Pois 

bem, antes disso não seria de bom alvitre que o prefeito trouxesse a público quem é o seu ungido ou sua ungida? Parece-me mesmo que Raul Filho está encontrando dificuldades de costurar a colcha de retalhos que se transformou o atelier político do seu grupo. Em fim de governo, e sem direito à reeleição, estaria lhe faltando maior interesse em se jogar de cabeça? Uma pergunta que não sai da minha cachola.

Enquanto isto, Marcelo Lelis, o candidato do Partido Verde, vai construindo sua candidatura de baixo pra cima, atraindo uma série de partidos para lhe apoiar, e preparando o terreno para na hora “H” receber às bênçãos do padrinho maior: o governador Siqueira Campos. Com direito ao trocadinho que o nome do seu partido permite, o pasto de Lelis parece mais verdinho do que nunca, e se Raul não correr, contando com uma interferência mais direta do senador João Ribeiro no processo, a coisa pode desequilibrar de forma tal, que ficará difícil correr atrás.

Até porque, além de uma deserção possível de Edna Agnolin, partidos aliados de Raul como PSB, PCdoB e PPS, cada vez mais se aproximam de um projeto de 3ª via eleitoral que vem sendo construído pelo 

candidato do PP, o empresário Carlos Amastha. E olha que uma chapa assim se consolidaria, pois além da estrutura de campanha que Amastha tem como viabilizar, ele poderá ter algo em torno de seis minutos do horário eleitoral gratuito de rádio e televisão. Isto em cada bloco de 30 minutos que os candidatos a prefeitos terão dia sim, dia não. É um belo tempo para um candidato coadjuvante, mas que já demonstrou que tem o que dizer, dar o seu recado. E pode tomar nota: Amastha, com PSB, PCdoB e PPS juntos (caso isto se concretize) tira mais votos do campo rauzista do que da grama verde de Marcelo Lelis e dos Siqueiristas que com ele estarão.

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